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Goeldi
será visto em tres estados brasileiros
em 2009
Numa
proposta de difundir a obra do artista Oswaldo
Goeldi, Lani Goeldi, sobrinha do artista e
curadora do Projeto Goeldi, firmou uma parceria
com a Caixa Cultural que levará a obra
de Goeldi para tres Estados brasileiros.
A Exposição denominada "Goeldi
- luz noturna", será a maior exposição
itinerante já vista por todo público
admirador da obra do artista, estabelecendo
um novo "record" em obras e materiais
já expostos sobre o artista.
Segundo
a Curadora da Exposição, a cada
ano a Familia Goeldi e outros colecionadores
tem tido todo um trabalho de concientização,
para que estas obras, objetos e fotos sejam
levados ao público;
A
primeira exposição acontecerá
em São Paulo - SP, posteriormente em
Curitiba- PR e a terceira em Brasilia- DF.
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Museu
Nacional de Belas Artes - RJ concretiza parceria
com o "Projeto Goeldi"
No
ultimo dia 10/12 foi assinado no Gabinete
da Diretoria do Museu de Belas Artes no Rio
de Janeiro um termo de parceria para publicação
de mais uma obra, esta contendo parte do acervo
de Oswaldo Goeldi do MNBA;
Presentes
a formalização do acordo: Monica
Chechéu - Diretora do Museu, Laura
Abreu - Responsável pela Divisão
de Gravura e Lani Goeldi - Presidente e Curadora
do Projeto Goeldi
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Aconteceu:
Palestra: Uma Conversa sobre a obra de Goeldi
com Rodrigo Naves
Dia 19-09-2007 ás 20H no Estudio Buck
Rua Lopes do Amaral, 123 - Vila Olimpia -SP
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Artista
inspirou nova geração
- Goeldi elucidou o que há de importante
no nosso Modernismo. Embora às vezes
causasse controvérsia, seu trabalho
e postura ética eram tão marcantes
que o faziam respeitado no meio de arte e
intelectual - afirma Zilio.
Zilio conta que a produção de
Goeldi passou por certo ostracismo nos anos
60 e 70, após a morte do gravador.
Mas confirma que as gerações
posteriores assistiram a um amplo refluxo
de referências. Goeldi serviu de inspiração
direta para nomes como Rodrigo Andrade e Fabio
Miguez, conta:
-
É como uma pedra no lago: quando um
artista tem consistência, cada comentário
sobre ele gera uma onda de repercussão.
É um fenômeno que pode ser constatado,
inclusive, pelo aumento da cotação
das gravuras de Goeldi, na década de
80.
Artista
declaradamente apaixonado pela obra de Goeldi,
o desenhista Amador Perez, professor de design
na Pontifícia Universidade Católica
(PUC/RJ), ressalta que a faceta talvez menos
divulgada e a que mais tem a revelar de Goeldi
é a de ilustrador. Devido a sua amizade
com escritores, Goeldi fez ilustrações
para inúmeras revistas e jornais, desde
a década de 20 até sua morte.
Entre as edições mais conhecidas,
estão Cobra Norato, de Raul Bopp, e
livros de Dostoiévski e Cassiano Ricardo.
-
Goeldi é grande em todos os aspectos,
inclusive na ilustração. Infelizmente,
pouquíssimos de meus alunos o conhecem.
A valorização progressiva dele
não atingiu a esfera das artes gráficas.
Espero que esse reconhecimento venha logo
- deseja Perez. - (JB-online - 31-10-2005)
.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
Mestre
revelado
Até
hoje pouco conhecido do grande público,
o gravador Oswaldo Goeldi é lembrado
em exposição que exibe obras
inéditas e em site que documenta sua
produção, marcada por tons sombrios
e imagens solitárias
Bianca Tinoco
Para
o poeta Carlos Drummond de Andrade, que lhe
dedicou um poema, ele era o senhor das sombras,
da solidão e do sol noturno, autor
de obras de beleza quase assustadora. Para
o crítico de arte Ronaldo Brito, ele
é nada menos que o maior artista brasileiro
do século 20, embora quase sempre incompreendido.
Mas até hoje ainda desconhecido do
grande público, o gravador carioca
Oswaldo Goeldi (1895-1961) felizmente começará
a perder sua aura de mistério na quinta-feira,
quando será lançado na internet
o Centro Virtual de Documentação
e Referência Oswaldo Goeldi (www.centrovirtualgoeldi.com).
Com 700 gravuras e desenhos que remetem à
solidão nas grandes cidades, o banco
de dados organizado com patrocínio
da Petrobras deu origem a uma exposição
com 40 obras, algumas inéditas, que
será aberta sexta-feira ( 03-11-2005)
no Museu da República.
– Trata-se de uma miniminirretrospectiva,
com obras referentes a cada período
da carreira dele. É pequena, mas com
Goeldi o tamanho é o que menos importa.
Uma gravura dele com 10 cm pode conter o universo
inteiro – diz a historiadora Noemi Ribeiro,
que se dedica à obra de Goeldi há
mais de 20 anos e é responsável
pelo projeto.
Filho
do cientista suíço Emílio
Augusto Goeldi, o gravador, desenhista e ilustrador
foi criado em Belém (PA) e posteriormente
em Berna, na Suíça. Dedicou-se
durante toda a carreira a um trabalho expressionista
que ressalta o estranhamento que sentia diante
do mundo. Em voga na Europa do início
dos anos 20, o estilo de Goeldi não
foi bem recebido quando o artista voltou a
morar no Rio e fez sua primeira exposição
em 1921, no Liceu de Artes e Ofícios.
Respeitado
por intelectuais como a poeta Beatrix Reynal
e os escritores Rachel de Queiroz (1910-2003)
e Manuel Bandeira (1884-1984), ele, no entanto,
passou a ser visto como uma exceção
frente ao colorido modernismo de Tarsila do
Amaral e Di Cavalcanti. Seu temperamento reservado
e solitário contribuiu para esse distanciamento.
A
exposição no Museu da República
apresenta pela primeira vez algumas das obras
produzidas por Goeldi ainda na Suíça
e que já revelavam suas bases operacionais
e a visão de mundo do artista.
–
São trabalhos da juventude, comprados
recentemente por um colecionador brasileiro.
Costumo dizer que Goeldi já nasceu
sabendo arte, só amadureceu no domínio
das técnicas – diz Noemi.
O
nome do colecionador que permitiu o registro
das gravuras inéditas no Centro Virtual
de Documentação será
revelado no site, que também divulgará
uma série de outros nomes, de particulares
e de instituições públicas
e privadas. Segundo Noemi, embora discretos,
os colecionadores do artista são muitos
e aficionados pela obra dele – a maior
parte dos acervos reúne grupos de gravuras.
A
abertura do Centro de Documentação
foi a forma que a pesquisadora encontrou para
que os proprietários ainda desconhecidos
de trabalhos do artista, sabendo da catalogação,
a procurem também.
–
Reunimos não apenas imagens dos trabalhos
de Goeldi, mas cópias das cartas que
ele trocou com o artista expressionista austríaco
Alfred Kubin (1877-1959), seu principal interlocutor.
Elas poderão ser lidas no site com
a grafia de Goeldi, em alemão. Todas
terão tradução em inglês
e português – adianta Noemi, ressaltando
que o site será bilíngüe.
Para
o pernambucano Gilvan Samico, aluno de Goeldi
na década de 50 e um dos maiores gravadores
do Brasil, o Centro de Documentação
chega em boa hora.
–
É indiscutível a importância
da obra dele. Eu teria que inventar algum
adjetivo para falar do meu sentimento por
Goeldi. Livio Abramo e ele foram os melhores
gravadores do Brasil no século passado
e tive a sorte de ser aluno de ambos. Enquanto
Goeldi não for reconhecido, haverá
uma grande lacuna na história da arte
brasileira – afirma.
Goeldi
merece um museu público, afirma Ronaldo
Brito, autor do livro Oswaldo Goeldi (2002),
feito para o Instituto Cultural The Axis em
parceria com Sílvia Roesler. Brito
lembra que essa era uma proposta dos também
críticos Mário Pedrosa e Ferreira
Gullar logo após a morte do artista,
no começo dos anos 60.
–
Goeldi é o patrimônio estético
por excelência do Modernismo da primeira
metade do século 20. Também
é o maior exemplo da falta de atenção
das autoridades à arte brasileira.
Já falo há algum tempo da necessidade
de um Museu Goeldi, debati o assunto com algumas
pessoas influentes e não vejo iniciativa,
fico perplexo. A verdade é que a história
da arte no Brasil ainda não tem potência
para assimilar Goeldi – afirma.
Ronaldo
Brito destaca que, mesmo morto há mais
de 40 anos, Oswaldo Goeldi deixou em sua obra
questões de tal urgência que
até hoje provocam artistas contemporâneos.
–
A poética dele é tão
forte que mesmo hoje é capaz de dialogar
com as mais diversas linguagens, do neoconcretismo
de Lygia Pape à arte contemporânea
de Nuno Ramos. Tudo o que fizerem por ele
ainda é pouco – sustenta.
Outra
que defende a criação de museu
ou galeria com exposições permanentes
de Goeldi é a gravadora e ex-aluna
Anna Letycia, nascida em Teresópolis
e radicada no Rio. Segundo ela, Lani
Goeldi, sobrinha-neta do artista,
tem entrado em contato com colecionadores
e talvez possa se esperar algo concreto a
esse respeito em breve. Amiga do gravador,
Anna guarda em sua casa um conjunto de gravuras
e a matriz de um auto-retrato dele.
–
Goeldi morava sozinho em um apartamento pequeno
no Leblon. Era eu que o ajudava a vender gravuras
em seus últimos anos. Ele vivia mal
da arte, a atividade de ilustrador é
que o sustentava. Talvez ele não seja
tão valorizado hoje porque trabalhava
com gravura, obra que não é
única. Mas, no caso dele, era quase:
uma matriz de xilogravura permite 100, 120
cópias, mas ele só fazia 12
de cada. As gravuras de cor são ainda
mais singulares, pois ele diferenciava os
tons de cópia para cópia –
conta Anna Letycia.
Como
Samico e Brito, Anna Letycia lembra que Goeldi
recuperou nos últimos 10 anos parte
de seu reconhecimento, devido à publicação
de estudos sobre sua trajetória. Em
1995, o Centro Cultural Banco do Brasil do
Rio fez uma retrospectiva de sua obra e entre
1998 e 1999 a Casa França-Brasil dedicou-lhe
uma mostra de gravuras. Mas nada trazia elementos
tão raros quanto a retrospectiva atual.
Para o artista plástico Carlos Zilio,
professor da Escola de Belas Artes da UFRJ,
ele é consagrado para um público
mais específico de arte, que envolve
estudantes, freqüentadores de exposições,
marchands, colecionadores e os próprios
artistas. Uma aclamação a que
Goeldi assistiu em vida, após expor
em 1950 na Bienal de Veneza e, um ano depois,
ganhar o prêmio de gravura na 1ª
Bienal de São Paulo – com obras
que serão expostas no Museu da República.
(JB online- 31-10-2005)
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ESPAÇO
CULTURAL BM&F
• A exposição Goeldi na
BM&F: Arte em Branco e Preto reúne
54 obras (xilogravura, bico de pena, linoleogravura
e desenho) do artista Oswaldo Goeldi (1895-1962)
, um dos pioneiros da gravura no Brasil. Há
também 14 outras peças, entre
objetos pessoais, fotos e recortes de jornais.
A curadoria é de Lani Goeldi (sobrinha
do artista) e de Ricardo Vianna Barradas (de
28/02/07, às 18h30, a 05/04/07).
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Escola
de de Nacional Belas Artes
A Escola Belas Artes foi um dos centros do
Universidade Federal do Rio de Janeiro desde
os tempos coloniais.
Uma carta real de 20 de novembro de 1800 por
D. João VI de Portugal estabeleceu
a " Aula de de Prática Desenho
e Figura " no Rio de Janeiro. Foi sistematicamente
a primeira instituição no Brasil
que se dedicou ao ensino das artes. Durante
os tempos coloniais, as artes eram principalmente
de natureza religiosa ou natureza utilitária
e eram estudadas em um sistema de aprendizado.
O Decreto de 12 de agosto de 1816 criou o
" Escola Real de Ciências, Artes
e Ofícios " (Escola Real de Ciências
e Artes) que estabeleu uma educação
oficial nas belas-artes. Então foi
mencionado novamente como a " Academia
de Imperial Belas Artes ", instituindo
um sistema de educação artística
que grandemente influenciaria o desenvolvimento
da arte brasileira.
Em 8 de novembro de 1890, a Academia Imperial
velha foi transformada na" Escola Nacional
Belas Artes " E em 1931, a Escola se
juntou à Universidade de Rio de Janeiro,
a atual Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Estudantes notáveis
*Artur Barrio, (1945 -) artista conceitual
*Lúcio Costa, (1902-1998) arquiteto
brasileiro e planejador urbano
*Oswaldo Goeldi, (1895-1961) artista
e gravador
*Ismael Nery, (1900-1934) poeta e pintor
*Oscar Niemeyer, (1907 -) arquiteto
*Candido Portinari, (1903-1962) pintor
Fontes:
* [http://www.eba.ufrj.br Escola
de Belas Artes] (School of Fine Arts of Federal
University of Rio de Janeiro)
* [http://www.ufrj.br Federal University of
Rio de Janeiro Official website]
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Outras
Notícias:
http://aartemoderna
http://vejasaopaulo.abril
http://www.arteehistoria
http://diversao.uol
http://www.hallbrasil
http://www.bmf.com.br
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