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" O que é preciso é criar, dar
alguma coisa de si. Usar a fantasia e a vontade criadora
para gravar sempre mais em profundidade".
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" A ruptura com a Europa, deixou-me em pleno
abandono, numa luta de consciência"
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" No meio artístico não havia possibilidade
de entendimento"
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"Não fiz nenhuma gravura: acho aquele
pedaço de peroba tão bonito que não
tenho coragem de fazer nada e o deixo lá em
cima da mesa, uma beleza, gosto de olhar, de passar
a mão nêle.."
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" Cada traço é um pedaço
de nervo com a veemência de um coração
bárbaro".
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" Estou atualmente desenhando uma série
de visões sobre a guerra".
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" Não sou propriamente um professor, mas
sim um orientador. Há uma parte técnica
em toda manifestação artística
que deve ser ensinada por quem tem mais experiência;
mas a parte da criação é puramente
interior e querer guiá-la ou dar-lhe orientação
seria mutilar a personalidade do artista".
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" Terei sempre muita coisa a dizer e sonho ainda
introduzir inovações que tenho na cabeça
e não consigo realizar".
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Dentro da mesma constante, natural de um caráter
estupendo, para legar ao mundo uma obra que não
pode ser esquecida nem no tempo, nem no espaço".
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" A realidade é muito aparência
e a força do artísta está em
captá-la".
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" Sei o que faço, sei quando meu trabalho
é bom, quando ele falhou, quando é só
talentoso, quando é puramente mau. Quando acho
ruim, cem amigos podem achar bom; não me deixo
convencer e chego a ficar com raiva de tais amigos".
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"Usei a cor com um sentido diferente (do decorativo),
meio simbolico, mei fantástico, como na gravura
do Guarda-Chuva Vermelho e na do Siri Vermelho".
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"Parece que aqui, em geral, a onda contra mim
não é muito grande, afinal de contas
sou um gravador que executa seu trabalho com ardor
e fé, e amo o meu ofício".
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Que surpresa foi a minha ao receber a notícia
de tão alta distinção, com 65
anos fora da moda e ainda premiado. Parece um sonho!
É verdade que sempre acreditei em contos de
fadas". |