| Exposição
Goeldi - O Encantador das Sombras
será vista no Espaço dos Correios do
Rio de Janeiro
Num
espaço de aproximadamente 800m2 , no mes de
julho de 2010 inauguraremos a maior esposição
de Oswaldo Goeldi já vista em todo mundo.
Algo diferenciado e arrojado. Aguardem...
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Exposição
Cálculo e Expressão - Fundação
Iberê Camargo
Oswaldo
Goeldi, Lasar Segall e Iberê Camargo 2009 -
2010
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Goeldi
será visto em tres estados brasileiros em 2009
e 2010 na Caixa Cultural
Numa
proposta de difundir a obra do artista Oswaldo Goeldi,
Lani Goeldi, sobrinha do artista e curadora do Projeto
Goeldi, firmou uma parceria com a Caixa Cultural que
levará a obra de Goeldi para tres Estados brasieliros.
A Exposição denominada "Goeldi
- luz noturna", será a maior exposição
itinerante já vista por todo público
admirador da obra do artista.
A
primeira exposição aconteceu no Conjunto
Nacional em São Paulo, e agora caminhamos para
Brasilia, e em breve estaremos em Curitiba.
-
Goeldi - Luz Noturna - Caixa Cultural
Caixa
Cultural São Paulo - 14/08 a 20/09/2009
Curadoria: Lani Goeldi
GOELDI - LUZ NOTURNA.
Pela
primeira vez apresento Oswaldo Goeldi numa exposição
itinerante, comparando aos andarilhos de suas obras.
E as exposições itinerantes têm
papel fundamental o intercâmbio entre museus,
galerias e outros espaços, aproximando pessoas
e culturas.
Destacam-se como veículos de divulgação,
dinamização e legitimação
para uma ampla rede de organismos culturais existentes
em nosso país, que uma vez
movimentados fomentam a cultura e o turismo.
Considerei esse aspecto ao optar por produzir uma
exposição que se tornasse algo próximo
do público visitante, percorrendo algumas
capitais brasileiras cuja obra de Goeldi, já
esteve presente interligando seus órgãos
de cultura como forma de experiência e de
integração.
A notoriedade deste artista, ora simples, ora poeta,
ora mestre ou aluno surge Goeldi na forma mais abrangente
da difusão da gravura e desenhos que foram
reproduzidos em revistas, jornais e livros.
Oswaldo Goeldi possuía muitos companheiros
do meio intelectual e artístico, tais como:
Di Cavalcanti, Mario de Andrade, Manuel Bandeira,
Livio Abramo, Aníbal Machado, Portinari ,
Carlos Drummond de Andrade e muitos outros.
Convivera com eles de uma forma discreta, econômico
nas palavras e gestos, uma figura ímpar e
especial, isolada no cenário da arte brasileira,
mas ícone na sua forma de produzir seu trabalho,
apoiado em suas convicções pessoais
e retratando em suas obras uma comovente coerência
como uma missão inatingível a ser
cumprida com rigor e firmeza.
Aqui, mostramos um pouco mais da vida e do cotidiano
de Oswaldo Goeldi. Solitário como homem,
mas com uma mente e coração capaz
de propiciar a discussão da arte silenciosa.
A história de Goeldi, possui muitos protagonistas,
que ao longo de suas vidas deixaram registrados
muitas fagulhas de suas passagens. Mas, o que nos
envolve numa busca constante de entender seu ímpeto
em produzir incansavelmente, é observar os
contrates do lirismo de sua obra dramática,
o dia, a noite, a vida, a morte e a luz noturna.
Seus sentimentos calados, poucos guardam em suas
memórias, e ao ler, suas cartas, interpretar
suas obras e conviver com seus irmãos, é
onde pretendo resgatá-los, através
de uma reflexão interiorizada de sua arte
mais intimista transformando esta exposição
num mosaico entre o homem e o mágico.
Assim, aqui atuo como uma viajante no tempo, transcendendo
a morte e criando um elo entre a gravura e seu maior
mestre iluminado apenas por uma pequena luz noturna.
Lani
Goeldi - Curadora (Texto para Catalogo da Exposição
- Goeldi - Luz Noturna - Caixa Cultural)
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Próximas Exposições:
Caixa Cultural Brasilia - 12/01/ a 21/02/2010
Caixa Cultural Curitiba - 09/03 a 14/04/2010
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Lançamento
Centro Virtual Goeldi Fase II - Academia Brasileira
de Letras -RJ
02/04/2009
a 28/04/2009
Fotos
do evento
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Exposição:
Oswaldo
Goeldi na Coleção de André Buck
De 23/08/07 a 10/11/07
Curadoria:
Lani Goeldi
Local » ESTÚDIO BUCK : R. Lopes Amaral,
123, Vila Olímpia, São Paulo-SP
Seg. a sex., 10h/19h; sáb., 10h/14h.
Clique
aqui e veja os videos
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Exposição:
Goeldi na BM&F - Arte em Branco e Preto
Curadoria
: Lani Goeldi e Ricardo Barradas
Período:
28-02 a 05-04-2007
Local: Espaço Cultural - BM&F (Bolsa de
Mercadorias e Negócios Futuros) - S.P.
Pça. Antonio Prado, 48 - Centro-SP
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CONSEQÜÊNCIAS
DOS SONHOS DE GOELDI
Terei sempre muita coisa a dizer e sonho ainda introduzir
inovações que tenho na cabeça
e não consigo realizar.
Oswaldo Goeldi
Incompreendido por tantos, adorado
por muitos e confidente de poucos, Oswaldo Goeldi
nasceu e morreu no Rio de Janeiro, muito embora sua
lembrança constante tenha sido o convívio
familiar em Belém do Pará, onde viveu
sua infância e absorveu a natureza ao redor,
o que mais tarde retrataria em suas obras.
Filho de Emilio Goeldi, cientista
com reconhecimento mundial, Oswaldo e seus seis irmãos
eram cúmplices de brincadeiras e travessuras
nos jardins do Museu Paraense dirigido por seu pai.
Porém, anos mais tarde, cansado
de convenções e da falsa nobreza cativada
pelo nome que carregava, Goeldi somente partilhava
poucas cartas e confidências com seu irmão
Edgar.
Oswaldo Goeldi era um homem simples.
Embora de vasta cultura herdada dos pais e freqüentador
das melhores escolas do Exterior, gostava de se aproximar
daqueles pobres excluídos da sociedade: bêbados,
vagabundos, cães, velhos, prostitutas e pescadores
– um vasto material para sua arte.
Podia-se sentir o apego à alma
de seus personagens, muitos deles sem títulos
e com expressões disformes. Goeldi se sentia
parte deles, pois sua juventude foi marcada por falsos
amigos, traições, rejeições
familiares e mágoas que jamais esqueceu.
Com a sensibilidade aflorada de uma
alma de artista, Oswaldo Goeldi não suportou
a guerra; os aspectos melancólicos daquele
posto na fronteira entre a Suíça e a
Áustria faziam com que sua mente viajasse até
sua casa e sua meninice.
Quando encontrou o seu meio de expressão,
Goeldi trabalhou com incansável afinco participando
de exposições e bienais.
Goeldi amava o que fazia mais do que tudo, não
se casou e não teve filhos, mas cultivava suas
obras como suas crias.
Amava os animais, gostava de ficar
por horas sentado no cais, dormia na praia muitas
vezes, mas também era amigo de muitos intelectuais
como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade,
Aníbal Machado, Raquel de Queiroz e Ferreira
Gullar.
Tornou-se, segundo ele, um boêmio,
mas jamais abandonava seus blocos de anotações,
cujas páginas ia enchendo de croquis rápidos,
de traços firmes, nervosos e incisivos, com
os quais surpreendia e fixava aspectos de ruas, cenas
de mercado, bichos e homens de guarda-chuvas.
Trabalhando como ilustrador e professor,
suas gravuras e desenhos passaram a ter valor contextual
no meio artístico. A descoberta da gravura
não implicou, para o artista, o abandono do
desenho, mas, com exercício dessa técnica,
Goeldi caminhou para um estilo próprio.
As palavras de elogio ao seu trabalho
pelo artista gráfico Alfred Kubin o fizeram
esquecer um pouco a melancolia e entregar-se inteiramente
ao trabalho na xilogravura. Dali por diante, ele dominaria
a técnica cada vez mais e sua obra seria sua
dócil confidente.
Um pequeno quarto, com uma luz forte
incidindo sobre a mesa de trabalho e silhuetando por
entre a folhagem seu perfil nervoso, varando as noites,
só, empolgado pelo afã febril de desenvolver
e criar, a sulcos de goivas ou de formões,
na superfície lisa da madeira: assim, operava-se
a perfeita comunhão entre Goeldi e a xilogravura.
Para Oswaldo aquele cantinho era o refúgio
ideal, pois ninguém o perturbava e nem viria
distraí-lo da solitude criadora.
Viveu no bairro do Leblon perto de
35 anos e a morte não o surpreendeu, faleceu
tranqüilo, só, com a mão em seu
peito, como num sono sem fim.
Anos mais tarde, deparando-me com
meu espírito aventureiro e a veia artística
correndo em minha alma, começo este trabalho
de resgate do homem Goeldi. Procuro buscar na memória,
como fiz com meu avô, escutar suas histórias.
Minha mente viaja como se eu estivesse
fazendo isso a cada momento e consegue chegar cada
vez mais perto de seu carisma, de sua obra, compreendendo
seus instintos.
Agora, pela primeira vez, estamos
realmente próximos. Ele – magistral,
com seu incansável trabalho reunido nesta exposição,
a maior já exposta ao público –
e eu, já não mais mera espectadora,
e sobrinha do artista, mas mentora desse sonho, vinculado
à arte e ao reconhecimento de suas obras.
Oswaldo Goeldi, a quem represento
em vida, viverá para sempre em sua obra, mas,
acima de tudo, perpetuará sua memória
nos nossos corações, pois somos parte
daquilo que ele mais amava, “sua família”.
A Associação Artística
Cultural Oswaldo Goeldi, o Instituto Oswaldo Goeldi
e o Projeto Goeldi são apenas conseqüências
dos sonhos de Goeldi.
Lani Goeldi
Curadora ( Texto para o catalogo da Exposição
: Oswaldo Goeldi - Arte em Branco e Preto - BM&F
-SP)
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Comentários:
" Goeldi na BM&F: Arte em preto e branco.
A obra de Oswaldo Goeldi merece ser vista (aliás,
se estiver em São Paulo, corra, pois a exposição
termina nessa quinta, 5 de abril), porém o
que mais me chamou a atenção foi a capacidade
de fazer uma exposição agradável
de ser vista, informativa, em um espaço relativamente
pequeno e sem um material que impressione pela quantidade.
Tudo bem que a Bolsa de Mercadorias e Futuros não
precisa se preocupar com economia, mas parece-me que
bom gosto e respeito ao artista deram o tom do sucesso
dessa mostra..." Sandro
Fortunato.
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"
Se há, dentre os movimentos de vanguarda do
começo do século 20, um que expressou
a reação do indivíduo em face
da sociedade moderna, já então marcada
pelos primeiros sinais da massificação,
este movimento foi o Expressionismo, de que a mais
legítima expressão, no Brasil, foi Oswaldo
Goeldi.
Escrevo,
agora, sobre esse mestre da gravura, a propósito
do livro Oswaldo Goeldi na Coleção Hermann
Kümmerly, recentemente lançado no Rio
de Janeiro. O livro contém a reprodução
de 150 desenhos e gravuras doados pelo artista, em
1930, a seu amigo de juventude Hermann Kürmerley,
trabalhos esses que nos revelam os primeiros passos
daquele que se tornaria o fundador da moderna gravura
brasileira e o autor de uma obra gráfica que
o situa entre os mais importantes gravadores contemporâneos.
Uma parte das obras de Goeldi jovem pertence hoje
a Raul Schmidt Phillipe, responsável pela publicação
da mencionada obra. Devo assinalar a qualidade desses
trabalhos de juventude que, sem plenitude da fase
madura, já trazem a força expressiva
do futuro mestre.
Conheci Oswaldo Goeldi nos anos 50, logo depois que
me mudei para o Rio de Janeiro. Àquela altura,
a gravura também sofria a influência
de artista estrangeiros, americanos e europeus voltados
para a renovação técnica e temática.
Ele, convicto de sua concepção expressionista,
fiel à valorização dos meios
genuínos da gravar, sorria irônico:
– Isso não é gravura, é
estampagem.
Goeldi
se referia a um tipo de gravura – particularmente
a que então fazia Fayga Ostrower –, usando
grandes placas de madeira e impressa em cores. É
que, para Goeldi, o uso da cor na gravura havia sido
uma conquista difícil e lhe custara anos de
trabalho e apuro.
– A cor na xilogravura – dizia ele –
deve ter um caráter próprio, diferente
da cor na pintura ou na estampagem. A cor na gravura
tem que ser “gravada”.
E, de fato, quando se observam as gravuras dele em
que aparece a cor, esta possui um caráter especial
que lhe empresta expressão própria.
Basta lembrar a célebre xilo Guarda-Chuva Vermelho,
na qual a cor vermelha do guarda-chuva, ao mesmo tempo
em que fulge como um relâmpago na composição
de formas negras, integra-se na linguagem xilográfica
do mesmo modo que as demais formas: a cor não
está apenas impressa, mas efetivamente “gravada”.
Ao
afirmar que Goeldi era um legítimo expressionista,
refiro-me precisamente tanto a essa entrega passional
à expressividade intensa da obra criada, como
também à exigência ética
do trabalho artístico: a placa de madeira mal-lixada,
o uso da palma da mão para calcar o papel sobre
a chapa entintada. Enfim, a rejeição
a todo e qualquer recurso técnico sofisticado
que o afastasse da relação direta do
artesão com sua linguagem genuína.
Goeldi muito cedo tomou conhecimento das obras do
expressionismo alemão, a que aderiu com entusiasmo,
ao visitar uma exposição do grupo Der
Blaue Reiter. O expressionismo, nascido de uma atitude
de certo modo romântica em face da arte e da
vida, rejeitava a civilização industrial
e a ela opunha o retorno às fontes primitivas
da cultura humana, em que se inclui a arte. A valorização
do artesanato como meio de criação artística
expressa também a contestação
às novas técnicas industriais, que eram
vistas pelos expressionistas como uma ameaça
à verdadeira criação estética.
Por
isso mesmo, os artistas em que se inspiraram foram
principalmente Vicent van Gogh e Paul Gauguin, o primeiro
por lhes indicar a ruptura com a visão objetiva
do real, e o segundo por ter feito de sua própria
vida um exemplo de rejeição à
civilização européia moderna,
ao transferir-se para a Polinésia, onde viveu
o resto de sua vida. Sem fazer uma opção
tão radical, os primeiros expressionistas alemães
trocaram a cidade pela floresta, passando a viver
e trabalhar às margens do lago Moritzburg.
Nosso Goeldi entendeu a opção expressionista
como uma busca da própria individualidade,
do que há de mais autêntico no mais fundo
de cada um de nós. A expressão dessa
autenticidade seria o próprio objetivo do trabalho
artístico. Por isso mesmo, não tinha
sentido para ele, adotar, seja técnica seja
tematicamente, os procedimentos de outros artistas,
mesmo aqueles que ele mais admirava, como Gauguin
e Munch, em cujas obras e postura estética
se inspirou.
Coerente
com tal ponto de vista, não percebia nas vanguardas
artísticas mais do que um experimentalismo
inconseqüente, que nada tinha a ver com o que
considerava a verdadeira arte. Referia-se ironicamente
ao jargão da época, quando os artistas
falavam de suas “experiências”,
afirmando que eles passavam a vida experimentando
sem realizar efetivamente a obra.
– Eles próprios dizem que suas obras
são “experiências”, e passam
a vida inteira “experimentando”, sem nunca
chegarem a realizar a obra propriamente dita. Arte
não é experimento, é realização
– afirmava ele.
Independentemente dessa atitude contrária ao
espírito experimentalista que caracteriza a
arte contemporânea, Oswaldo Goeldi foi um inovador,
mas inovador que se preocupava em dar densidade e
humanidade à sua obra de gravador. Outro aspecto
a ressaltar na personalidade deste grande artista
é a coerência que identifica a exigência
estética do artista com o comportamento ético
do homem – o homem que ele foi, modesto, íntegro
e afetuoso. " Ferreira
Gullar
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"Goeldi,
é uma maravilha. Uma gravura densa, silenciosa,
do jeito que ele era... Uma figura densa, soturna
e silenciosa, fazendo gravuras de grande impacto.
Tem o Livio Abramo, que é o contrário,
quer dizer, é o homem da luz. Ele trabalhava
a madeira extraindo da gama do preto ou branco luminosidades
incríveis. Tem uma série sobre o Rio
de Janeiro que é uma festa luminosa, de uma
qualidade técnica irrepreensível."
Renina
Katz
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